logotipo vinhos.online

 

Este Site é independente!
Não está associado a nenhuma entidade produtora, engarrafadora, distribuidora, reguladora, ou quaisquer outras.
Montez Champalimaud, Lda
Categoria - Produtores/Engarrafadores
Contacto: Quinta do Côtto
Mesão Frio
5040 Cidadelhe MSF
Portugal

Tel: +351 254 899 269 - Fax: +351 254 899 887
www - http://www.quinta-do-cotto.pt
email - Inform@quinta-do-cotto.pt
Apresentação - Colocada no centro do primeiro sector de produção do Vinho do Douro ( Decreto Real de 1757), a Quinta do Côtto tem 50 hectares de vinha mencionados nos documentos mais antigos que referem o estabelecimento de vinhas no Vale do Douro.

De qualquer maneira, se a qualidade da produção de vinho no Douro já era conhecida por Estrabo, o escritor Romano, é um facto que documentos históricos referem vinhas em Cidadelhe - a aldeia onde se encontra a Quinta do Côtto - desde 1326, 1329, 1435... Estes dois últimos documentos referindo vinhas actuais desde sempre incluídas na "Quinta do Côtto".

O solar é uma ampla e elegante construção do início do século XVIII sobreposta a uma construção do século XV/XVI da qual ainda podem ser encontrados vestígios. Algumas pessoas lembram-se ainda de ruínas da Idade Média na fachada traseira que a tradição atribui ao primeiro estabelecimento da família Champalimaud no local, ou seja, segundo a tradição e não documentos, antes da instituição da Monarquia em 1140 .

Tradição que é confirmada, possivelmente, pelo facto da mesma Família ocupar dois pontos estratégicos ao longo da antiga via Romana ligando o Sul a Lamego e a partir dela se chegar a uma pequena cidadela romana - Cidadelhe - no seu seguimento para Guimarães, Bracara Augusta e Santiago de Compostela - passando ao lado do solar da Quinta do "Paço de Teixeiró" também pertencente desde sempre à mesma família.

É por todos conhecido que os invasores bárbaros do Norte escolhiam as suas posições estratégicas logo à sua chegada...
Além de que deve ser referido que a palavra Côtto ( Couto ou Honra ) significava em português da Idade Média certas obrigações militares e civis para com a Corôa e privilégios dos cavaleiros concedidos pelo Rei, por exemplo o direito de fazer justiça.

A produção de vinho na Quinta do Côtto foi centrada durante séculos no Vinho do Porto - assim chamado desde os séculos XVIII/XIX sendo conhecido anteriormente como Vinho da Corte, etc.etc. - juntamente com pequenas quantidades de vinho branco e tinto para consumo exclusivo da casa.

Depois do desastre da filoxera e consequente trabalho de recuperação, foi também levado a cabo, desde 1932, um profundo trabalho de modernização nas vinhas e adega. A nova geração continuou este trabalho depois de 1956 tendo em atenção especialmente a modernização da adega e a produção de vinhos tintos e brancos a partir de castas apropriadas e com as mais modernas técnicas de vinificação.
Objectivo que foi atingido, com total sucesso, principalmente pelo actual Director, Miguel Champalimaud, que em 1976/77 tomou a seu cargo a produção dos Vinhos Quinta do Côtto precisamente por demonstrar desde a sua juventude uma paixão natural pelo conhecimento das técnicas de vinificação.

De facto é o responsável pelo forte estabelecimento do conceito "Vinhos de Quinta", conceito que nos últimos 30 anos foi o grande responsável pela modernização da vitivinicultura e enologia portuguesa.
Até ao fim dos anos 50 os viticultores produziam uvas e vinhos a granel , os comerciantes engarrafavam e vendiam os vinhos.

A partir do início dos anos 60, iniciou-se uma lenta mas firme revolução com origem na Quinta do Côtto, em que os viticultores mais esclarecidos passaram a engarrafar e a vender os seus vinhos directamente no mercado.

Desde então, gradualmente, fruto da crescente qualidade dos mesmos, os "Vinhos de Quinta" afirmaram-se e ganharam mercado e reputação em toda a Europa.

A evolução referida foi possível graças à consolidação do conceito de "Vinho de Quinta" liderada pela Quinta do Côtto.

Com efeito, a rebeldia do início dos anos 60, com os primeiros engarrafamentos e vendas de vinhos produzidos na Quinta do Côtto, evoluiu sofisticando-se dando origem a uma nova maneira de estar, produzir e vender vinho.

Hoje, para a maioria dos Wine Drinker's Europeus, ser um "Vinho de Quinta" significa, para além de ter sido produzido e engarrafado num "terroir" específico, "a Quinta" , que aquele vinho foi cuidadosamente produzido e selecionado pelo proprietário da mesma, o que lhe garante a qualidade, personalidade e autenticidade sem as quais nenhum vinho bom é um grande vinho.

"PAÇO DE TEIXEIRO" situa-se na região Demarcada do Vinho Verde, nos contrafortes a sul da Serra do Marão, talvez as montanhas mais selvagens do País.

A Casa é um edificio característico do século XIV/XV mantendo traços muito mais antigos.
Esta Quinta teve as suas vinhas destruídas pela filoxera em 1880 como em toda a Europa e foram replantadas não mais do que há 23 anos com as melhores castas tradicionais da região, nomeadamente o Avesso.

Finalmente um apontamento sobre o sobrenome francês da família poderá ser útil, dado que os vinhos do Douro e os Vinhos Verdes, especialmente o Quinta do Côtto Grande Escolha e o Paço de Teixeiró, não precisam de um sabor francês para serem famosos...

Este sobrenome resultou do casamento em 1824 do Senhor do Côtto , João Baptista de Araújo Cabral Montez - Morgado de Cidadelhe - com a filha do General José Joaquim Champalimaud de Sousa Lyra e castro de Barbosa, ( filho de uma senhora portuguesa de Paredes de Coura, Alto Minho, e o Brigadeiro Paul Joseph Champalimaud, um engenheiro e oficial francês). Este General foi um dos oficiais portugueses mais distinguidos durante as invasões Napoleónicas em Portugal, Espanha e campanhas de Roussilon. Tendo recebido as mais altas condecorações, promovido com distinção, referido em despachos de diferentes Comandantes tal como do General Wellington e citado no Parlamento Britânico em 27/04/1812.

Sendo então comum no Norte de Portugal usar o sobrenome da mãe depois do sobrenome do pai.
Resumidamente isto é o que autor supôe saber ou o que pensa ter direito de referir.

Não esquecendo, contudo, que é do conhecimento de todos que as qualidades humanas ou dos vinhos estão sujeitas todos os dias ao ónus da prova!…
Nota - Esta informação é do Dominio Público. Sendo preferencialmente da responsabilidade da própria entidade. - Os produtos, imagens, marcas, logótipos e siglas apresentados estão normalmente protegidos pelos respectivos proprietários.
Existem 6 Marca(s) desta Entidade, registadas na nossa base de dados.

<< Pagina Anterior


     

 

Todos os direitos reservados. © 1997-2016 VinhosOnline
Os nomes, logotipos e marcas registadas apresentados neste site são propriedade dos seus respectivos detentores.