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"Quer exportar vinhos para a Finlândia? Aicep explica como chegar ao mercado "
Notícia in Agricultura e Mar ActualPartilhar de 01-08-2017 12:00:00

É produtor e quer expandir as vendas de vinho para a Finlândia? A Aicep – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal explica como o fazer, incluindo o funcionamento da Alko, a empresa estatal finlandesa que detém o monopólio de comercialização a retalho de bebidas alcoólicas com teor alcoólico superior a 4,7% de ABV (alcohol by volume).
A única excepção são as bebidas produzidas localmente que podem ser vendidas, pelo agricultor, mas apenas com teor de álcool máximo de 13% alc. vol.

Está tudo no documento “Finlândia Vinhos – Breve Apontamento”, no qual a Aicep apresenta uma caracterização do mercado finlandês de vinhos, nomeadamente dimensão e evolução das vendas, relações comerciais internacionais, países fornecedores, preços, marcas, principais características da distribuição, nomeadamente no que respeita à caracterização e funcionamento da Alko.

A Alko possui uma rede de distribuição de 353 lojas e 111 agentes espalhados por toda a Finlândia. E as lojas estão abertas de segunda a sexta-feira das nove às vinte horas e aos sábados das nove às dezoito. A empresa criou um novo meio de vendas em Novembro de 2016, a webshop (aqui) que permite realizar compras online.

A gama de produtos da Alko incluiu bebidas de 69 países, adquiridos a 197 importadores ou fabricantes nacionais e a 276 fornecedores estrangeiros. Um total de 6 451 produtos diferentes foram vendidos pela Alko durante 2016. A empresa lista novos produtos para venda em uma base semanal e, em 2016, contou com 1.090 produtos novos na selecção padrão e 765 na selecção de venda-à-ordem. As vendas incluem, também, 94 bebidas sem álcool e uma gama de acessórios.
Processo lento e complexo
Explicam os analistas da Aicep que o processo de compras da Alko é um “procedimento lento e complexo”. O plano de compra é anunciado de seis em seis meses, geralmente em Maio e Novembro. Este plano informa sobre os pedidos específicos que a Alko procura bem como sobre os prazos de apresentação das propostas e dos potenciais lançamentos de produtos.
A participação no concurso obriga ao preenchimento de dois formulários, o do concurso e o de autorização e o vinho precisa obedecer a todos os critérios indicados na descrição, como por exemplo: região, tipo de engarrafamento, variedades de uva, entre outros. Isto, apesar de o vinho ser escolhido em base na sua relação qualidade e preço.
Terminado o prazo de submissão da oferta escrita, a Alko analisará as ofertas e solicitará amostras de cerca de 20 vinhos para prova. É realizada uma prova cega com todos os vinhos seleccionados que apresentarem as amostras a tempo. Nessa degustação, com a participação mínima de entre cinco a dez pessoas, os vinhos são provados e marcados individualmente.
Os especialistas avaliam cada oferta com uma pontuação de 1 a 5, onde 5 é a classificação mais alta. O melhor vinho, tendo em conta primeiro o gosto e estilo e depois a qualidade, é o vencedor e será comprado. Todo este processo pode demorar entre 28 a 32 semanas.
Oferta diversificada
Segundo o documento da Aicep, na Finlândia, a oferta de vinhos é cada vez mais diversificada. Em 2016, as vendas de vinho na Alko, monopólio estatal para a comercialização a retalho de bebidas alcoólicas, abrangeram um total de 3 951 referências, um crescimento de 10,3% face a 2015.
Os vinhos tintos, com 24,5 milhões de litros, representam a maioria das vendas, mas  baixaram 1,6% em 2016, enquanto os vinhos brancos aumentaram cerca de 100 mil litros, para um total de 21,2 milhões de litros.
Embora o preço de venda da grande maioria dos vinhos engarrafados, tanto tintos como brancos, seja inferior a 10 euros, o facto é que têm sido as categorias mais caras a registar as maiores taxas de crescimento de vendas.
Portugal foi o 12º fornecedor, com uma quota de 1,8% correspondente a 3,8 milhões de euros e um crescimento anual de 7,4% em 2016. Os vinhos portugueses posicionam-se essencialmente nos tintos, não se encontrando nenhuma marca portuguesa no top 15 dos vinhos brancos mais vendidos.
Questões relevantes na Finlândia, que não podem ser ignoradas pelos fornecedores do mercado, são as relacionadas com a sustentabilidade ambiental e social. Nesta área, existe uma forte consciencialização dos consumidores que optam, cada vez mais, por produtos que respeitem essas condições e, nos últimos anos, tem-se assistido a um crescimento relativamente rápido da procura de vinhos biológicos.
As tendências apontam para uma evolução positiva do consumo de vinho e para ganhos de quota dos vinhos biológicos. Todavia, apesar do aumento do interesse pelo vinho por parte de um número crescente de consumidores, é importante ter presente que este é, ainda, um grupo bastante limitado e localizado, principalmente, nas grandes cidades.

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