logotipo vinhos.online

 

Este Site é independente!
Não está associado a nenhuma entidade produtora, engarrafadora, distribuidora, reguladora, ou quaisquer outras.
"Lavradores de Feitoria. 1,5 milhões de litros de vinho com nova adega "
Notícia in Dinheiro VivoPartilhar de 04-11-2017 12:00:00
autor(es): Bárbara Silva


Em 2018 este produtor da região do Douro vai investir quase três milhões de euros e integrar mais uma quinta.
Uma adega novinha em folha, o dobro da produção de vinho, projetos de enoturismo e a entrada de um novo produtor a somar às 19 quintas do Douro que já formam a Lavradores de Feitoria.

Estas são as principais novidades para 2018 da empresa que nasceu em 2000 para trazer estabilidade financeira aos pequenos produtores e viticultores da região. Quem o garante é Olga Martins, a CEO da Lavradores de Feitoria, sem esconder o orgulho pela recente distinção da bíblia do mundo dos vinhos Wine Spectator, que elegeu a empresa como um dos “30 produtores a descobrir no mundo”, e a única portuguesa a integrar a lista. Na mira está ainda a conclusão de um investimento entre os 2,5 milhões e os 3 milhões de euros, com apenas 25% desse valor já executado até ao momento.

“Estamos a crescer, temos necessidade de estagiar mais vinhos e a atual adega já está a rebentar pelas costuras. Já investimos uma parte na vinha e a construção da nova adega vai começar agora. Vamos também investir no turismo, com visitas, provas e uma loja de vinhos”, explica Olga Martins, ansiosa para estrear a nova adega em 2018: “Tínhamos muita vontade de fazer a vindima já na casa nova.” Com esta maior capacidade de vinificação será possível cumprir outro objetivo, no espaço de três a quatro anos: duplicar a produção de 1500 para 3000 pipas, ou seja, um salto de 750 mil litros de vinho para 1,5 milhões de litros.

“Temos stocks muito baixos e estamos a precisar de fazer vindimas maiores, já em 2018. A adega que estamos a construir tem uma capacidade de crescimento até 10 anos”, conta a CEO, dando conta que estão também “a avaliar a entrada de mais uma quinta para a Lavradores de Feitoria”, com 13 hectares e uma “produção de uvas elegantes”, que irá colmatar a necessidade de “produzir vinhos mais leves e mais frescos”, sobretudo para os mercados nórdicos.

Com a empresa na marca dos dois milhões de euros de negócio, Olga Martins prevê uma taxa de crescimento para os próximos cinco anos de 5% a 10%. “Se conseguirmos concretizar os negócios que temos em carteira no estrangeiro, como na Ásia, o crescimento no próximo ano será acima dos 10%.” Outra meta: ultrapassar um milhão de garrafas de vinho vendidas em dois anos, face às 700 mil garrafas estimadas em 2017. Mas mais do que aumentar o volume de litros vendidos, Olga Martins quer fazer crescer o preço médio, que até agosto já tinha subido 17%. “Mostrar que é uma região de vinhos de qualidade e não de grandes volumes e preços baixos.

A Lavradores de Feitoria nasceu para valorizar as uvas do Douro.” Com um grande foco na exportação, a empresa ambiciona que as vendas para o estrangeiro representem 70% da faturação no futuro. A crescer estão mercados como os Estados Unidos, Canadá e Brasil, com a Ásia a apresentar novas oportunidades. “Vendemos para a China, Macau, Tailândia, Indonésia, vamos começar a vender para a Índia e alargar à Malásia.

Há mercado para os vinhos portugueses e vamos ter presença cada vez mais forte lá”, garante Olga Martins. Sobre a vindima de 2017, esta enóloga de formação prevê “vinhos de muita qualidade, mas em menor quantidade”. “Estou otimista com o que temos lá em casa.”

<< Página Anterior

     

 

Todos os direitos reservados. © 1997-2016 VinhosOnline
Os nomes, logotipos e marcas registadas apresentados neste site são propriedade dos seus respectivos detentores.