logotipo vinhos.online

 

Este Site é independente!
Não está associado a nenhuma entidade produtora, engarrafadora, distribuidora, reguladora, ou quaisquer outras.
"Gran Cruz. “O mais difícil são os primeiros 200 anos” "
Notícia in Dinheiro VivoPartilhar de 01-01-2018 12:00:00
autor(es): Ilídia Pinto


A exportação vale 88% e o objetivo, agora, é reforçar a presença do outro lado do Atlântico.
“Numa empresa de vinhos diz-se que o mais difícil são os primeiros 200 anos. Já só nos faltam 70 para chegar à parte fácil”, graceja Jorge Dias, diretor-geral da Gran Cruz. Esta é a maior exportadora de vinho do Porto, com uma quota de 30%.

O grupo fatura 90 milhões de euros, vendendo 30 milhões de garrafas em 50 países, da UE à Rússia, do México ao Vietname. A exportação vale 88% e o objetivo, agora, é reforçar a presença do outro lado do Atlântico, ou não fossem os EUA o maior mercado consumidor de vinho no mundo.

“Temos estado muito focados na Europa, estamos agora a iniciar o trabalho de desenvolvimento fora. Canadá, EUA, Brasil… mercados que são estratégicos no desenvolvimento de qualquer marca e que queremos revitalizar”, explica Jorge Dias. Os cocktails têm sido uma das grandes apostas, como forma, até, de chegar a um público mais jovem. E para os mais puristas, que consideram uma “heresia” misturar o vinho do Porto, Jorge Dias dá o exemplo do champanhe Veuve Clicquot.

“Se a maior marca festiva, que vende 300 milhões de garrafas, não tem qualquer problema em propor novas combinações do champanhe, porque havia o vinho do Porto de ter? Parar é morrer e o vinho do Porto está demasiado parado, há demasiados dogmas.” Detida pela nona maior empresa mundial de bebidas, a La Martiniquaise – que, apesar da sua dimensão, com uma faturação consolidada de mil milhões de euros, permanece como empresa familiar -, a Gran Cruz tem uma gestão 100% nacional.

Mas Jorge Dias garante que só consegue pôr em prática a sua visão para o grupo, com interesses no Douro e no vinho Madeira, graças à “enorme paixão da família Cayard por Portugal e pelo vinho do Porto”. E, por isso, o grupo acumula 70 milhões de investimento, nos últimos anos. Em contraciclo.

“Não é à toa que a Porto Cruz é a maior marca mundial de vinho do Porto e a que mais tem investido no setor, mas eu acredito que é em contraciclo que se deve investir, em reação à crise”. Jorge Dias chegou à empresa em 2009. Em 2012, inaugurava o Espaço Porto Cruz, um edifício de quatro pisos, frente ao rio Douro, onde instalou um moderno centro multimédia, um restaurante, um bar 360º no último andar e, claro, espaço para provas e venda dos vinhos do grupo.

Em 2014, inaugurou uma adega e um novo centro logístico em Alijó, no Douro, e, em 2015, comprou a Quinta de Ventozelo, em São João da Pesqueira, um investimento que lhe permite oferecer uma gama de vinhos do Douro de qualidade superior.

O turismo é outra das áreas de aposta, mas, apenas, como instrumento para alavancar a promoção das marcas de vinho.

Assim nasceu, em Gaia, em setembro, a geladaria Porto Cruz, o negócio mais recente do grupo, e está a nascer, na Ribeira do Porto, uma guest house. Um investimento de 1,5 milhões e que abrirá ao público na primavera. Um ano depois deverá abrir o projeto turístico na Quinta de Ventozelo, onde estão a ser investidos 5,5 milhões.

O vinho do Porto reinventa-se na centenária Gran Cruz.

<< Página Anterior

     

 

Todos os direitos reservados. © 1997-2016 VinhosOnline
Os nomes, logotipos e marcas registadas apresentados neste site são propriedade dos seus respectivos detentores.