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"Nosy prepara entrada no mercado britânico "
Notícia in O Jornal EconómicoPartilhar de 01-04-2018 12:00:00
autor(es): António Freitas de Sousa


A Nosy Wine Club – projeto nacional que iniciou a atividade em novembro passado – está a preparar a entrada no mercado do Reino Unido, primeira etapa da internacionalização, que tem como objetivo final os Estados Unidos.
A empresa – que não é bem um clube de vinhos e não é de certeza um site de venda de vinhos – surgiu de uma ideia original de Marta Maia, que tem por base um conceito tremendamente simples: a Nosy convida todos os meses um ‘expert’ na área dos vinhos ou nas que lhe estão associadas, como por exemplo a gastronomia, e desafia-o a escolher três vinhos que são posteriormente enviados para a morada de quem decidiu subscrever a iniciativa no site da empresa.


A subscrição – que custa 50 euros – é uma espécie de prova cega: quem adere não faz a mais pequena ideia dos vinhos que vai receber, mas tem a certeza que são sempre bons e acompanhados de uma revista que explica as escolhas do convidado e dá dicas para a aproximação ao nem sempre fácil mundo da vinicultura.


A Nosy foi uma espécie de spin off de duas outras start ups do empresário Virgílio Bento, a Sword e a Finester, e surgiu como uma espécie de desafio: Marta Maia, oriunda de Baião, estava farta de beber sempre o mesmo vinho. O recurso a ‘experts’ que saibam distinguir o que vale a pena no superlotado mundo dos vinhos pareceu não só uma forma de resolver o problema, como um ideia com um potencial de negócio que parecia valer a pena experimentar.


Resultou: “inicialmente tínhamos uma adesão de 25 euros e outra de 50 euros, mas rapidamente percebemos que a mais económica era a menos escolhida”, diz Marta Maia. Os subscritores recebem em casa uma caixa com um design exclusivo, dentro da qual viajaram, para além da revista explicativa, três garrafas de vinho da proveniência que os ‘experts’ convidados escolheram. E não têm de ser nacionais.


A opção pelo Reino Unido para início do processo de internacionalização deve-se a diversos fatores: proximidade – o que em termos logísticos e importante – apetência do mercado por vinhos de qualidade e facilidade linguística determinaram a escolha, apesar de, entretanto, terem surgido solicitações de outras geografias, a Suíça, que Marta Maia se preocupou em cumprir.


Esta preocupação levou a que a Nosy projete investir noutros formatos: “temos muitas solicitações para prendas de casamento, prendas especiais, garrafeiras, colecionadores de vinhos, pessoas interessadas em constituir uma garrafeira”, e esse poderá ser uma forma de fazer crescer o negócio.


Em termos financeiros, o negócio tem um único segredo: “contactamos os produtores das garrafas que vão dentro das caixas, pelo que conseguimos melhores preços; essa margem é o nosso lucro”, explica Marta Maia. As caixas a encaminhar para o mercado do Reino Unido serão um pouco mais caras: 55 libras (cerca de 63 euros).


Já em perspetiva está a investida sobre o mercado norte-americano – mesmo que isso seja uma enorme dor de cabeça logística. Mas não só: Marta Maia sabe explica que a burocracia associada à entrada de uma garrafa de vinho nos Estados Unidos e, de seguida, num dos seus Estados, é uma espécie de corrida de obstáculos que não é fácil ultrapassar.


Mas esse não parece ser um medo que aflija a empresária: está habituada a impor as suas ideias até que o outro lado perceba a sua justeza. Foi precisamente assim que conseguiu convencer um dos gigantes internacionais da logística, a DHL, a aceitar transportar as caixas desenhadas pela Nosy para transportar os vinhos, em vez de ter de enfiar as garrafas nas horríveis caixas estandardizadas propostas pela companhia.


Para já, os números são ainda a parte menos importante do negócio – apesar de Marta Maia saber que o número de clientes crescer todos os meses entre os 30% e os 40% – dado que o que faz correr a empresária de 23 anos é a criação de um conceito que possa ser amplificável, com base numa ideia que apareceu numa conversa sem pretensões.

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